Equipamentos Lenovo: você sabe meu número?

Equipamentos Lenovo: você sabe meu número?

 

Quando o assunto é procurar por informações técnicas, drivers e utilitários — se a Lenovo não for a melhor, é pelo menos a mais simples, organizada e aberta para o público em geral. Trata-se de uma filosofia que ela herdou da divisão de PCs da IBM e que a empresa fez por bem manter e expandir para a sua própria linha de produtos.

Para quem nunca percebeu, quase todos os produtos fabricados pela IBM/Lenovo possuem uma etiqueta em algum local discreto que contém um código de identificação alfanumérico de sete dígitos precedido por uma sigla P/N (Part Number) e que ainda pode ser precedido pelos códigos ASM ou FRU. O ASM é um código de montagem usado apenas durante o processo de manufatura enquanto que o FRU (Field Replacement Unit) se refere a uma peça que pode ser pedida/encomendada e trocada pelo técnico de campo sem a necessidade do equipamento voltar para a fábrica como uma bateria, mouse, pente de memória, etc.

 

Note que alguns produtos vem só com a indicação P/N:

 

 

Enquanto que outros vem só com o prefixo TYPE:

 

Ou mesmo mesmo outras siglas/códgos (embaixo). Note que no caso dos PCs, é comum o uso de um código diferenciado formado por quatro digitos (= tipo) mais três dígitos (= modelo) separados por um hífem. Ah sim… E não confunda o Part Number (P/N) com o número de série (S/N)

 

De posse deste código, é possível entrar na página de suporte da Lenovo (http://support.lenovo.com/pt_BR/) e, na hora de procurar informações sobre esse produto, selecione a opção Usar Caminho Rápido…

 

… e entre com o P/N do mesmo, por exemplo — 3460-6RP:

 

<<<arquivo: PN_pagina_suporte_PN.JPG>>>

Caso esse código esteja cadstrado no sistema, o site da Lenovo retorna uma página cheia de informações ligadas a esse produto, incluindo um descritivo básico do mesmo, sua configuração exata (no caso de PCs) e links para download de drivers, utilitários manuais e até guias de manutenção que ensinam como desmontar e remontar o equipamento citado. Isso pode ser uma mão na roda para técnicos e entusiastas que desejam reinstalar o SO em seus sistemas ou fazer alguma manutenção/upgrade de hardware ou mesmo de pessoas interessadas em adquirir ou já tem em mãos um modelo usado/antigo e precisa saber mais sobre o mesmo:

 

Observe porém que apesar desse sistema funcionar muito bem com computadores, outros produtos (em especial acessórios mais simples) podem não estar cadastrados. Neste caso, a alternartiva usar a opção “Procurar Produtos” onde o usuário informa passo a passo as características do produto desejado.

Simples, não?

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A casa do futuro já chegou – e as soluções são ótimas

A casa do futuro já chegou – e as soluções são ótimas

Ela já foi pensada nos quadrinhos, nos filmes, em livros e em séries de TV.  Uma parte da imaginação humana sobre como seria o amanhã, a casa do futuro é um sonho e um desejo que vem desde o escritor Julio Verne em 1889, quando publicou “O dia de um jornalista americano em 2889”.

No livro, há um retrato de um editor de jornal na fictícia Centropolis e seus avanços tecnológicos futurísticos: carros voadores, eficiência energética por acumuladores, “telefote” (para videochamadas), comida que chega por tubos nas casas e quartos de vestir, que lavam, barbeiam e colocam roupas nos ocupantes.

Não faltam exemplos em filmes. O cultuado “Blade Runner”, de 1982, traz fechaduras biométricas, automação na iluminação e sensor de movimentos. Em sua casa na Los Angeles de 2019, Deckard (Harrison Ford) ativa luz e som por controle de voz – o que já se aproxima da realidade na automação residencial.

 A integração da tecnologia com a casa não para por aí: hoje também há o conceito de internet das coisas, que deseja interligar todos os objetos comuns do cotidiano à rede mundial de computadores. Por exemplo, se a sua geladeira está vazia, ela identificaria isso, entraria no site do supermercado e faria as compras para você.

 Esse conceito não passa longe do mobiliário também: a Lenovo convidou designers para integrar o Horizon Table PC (sobre o qual já falamos logo aqui) para unir o conceito desse computador aos móveis da casa.

François Chambord, dono da empresa UM Project, criou o AT-UM, uma fusão entre o Horizon Table PC com uma mesa tradicional, criando uma estação de trabalho colaborativa – que é em parte um cavalete, em parte um computador e em parte uma mesa de trabalho.

“A era digital é uma realidade. Dispositivos e tecnologia são menos intrusivos, e não precisam ter aparência e sensação diferentes dos outros artefatos dentro da casa. Cada vez mais a tecnologia e os computadores serão integrados com designs e materiais tradicionais”, diz ele.

Veja, abaixo, o vídeo (em inglês) no qual ele relata a criação do móvel.

Brooke Lichtenstein e Yannos Vrousgos, outra equipe de designers da Input Criative, inseriu o Horizon Table PC na sala de estar. Essa ideia inventiva tomou como inspiração as bonequinhas russas matrioskas e os jogos de blocos chineses para usar o espaço de maneira eficiente num formato compacto, porém super elegante.

“Numa geração guiada pela tecnologia, pessoas tendem a interagir mais com seus dispositivos (smartphones, tablets, etc) do que com qualquer outra coisa, e a interação humana está se perdendo: o Horizon pode ser a ponte para esse intervalo”, dizem eles.

Confira o projeto The Nest Horizon Table no vídeo – também em inglês – logo abaixo.

Já o designer Judson Treamont resolveu criar um móvel inventivo e voltado para a curiosidade infantil, num mundo em que os gadgets já são importantes integrantes da vida das crianças. O resultado foi essa instigante casa na árvore do século 21 que você vê abaixo.

“Com o progresso tecnológico, fiquei pensando sobre desenhar centros de cuidado diários, bibliotecas e móveis que permitissem que crianças interajam, joguem e aprendam nesse cenário. A função é tão importante quanto o design estético e o espaço de armazenamento pode servir também como uma área imaginativa para brincar”, declarou ele.

Veja o vídeo em que ele explica o projeto logo abaixo (em inglês).

E você, já imaginou os seus gadgets e dispositivos totalmente integrados na sua casa? Como tornar a sua casa cada vez mais inteligente e naturalmente integrada? Qual a sua ideia? Conte para nós nos comentários, vamos adorar saber

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O que é certificação IP54/64 e MIL-STD-810?

O que é certificação IP54/64 e MIL-STD-810?

 

 

Os leitores deste blog e muitos usuários de ThinkPad já estão carecas de saber que os ThinkPads são equipamentos resistentes e duros na queda. Mas ai pode surgir a dúvida: Quão duros e quão resistentes?

Um termo que tem aparecido por aqui com mais frequência em folhetos e até na mídia é o conceito de computador “Rugged” (ou robustecido) e sua concordância com algumas certificações técnicas como o IP54/IP64 ou o MIL-STD-810G — e o que seriam esses códigos?

O chamado código IP vem de Ingress Protection Rating e se refere ao nível de proteção de um equipamento eletrônico deve ter para funcionar com segurança em um certo ambiente, o que pode variar de um canteiro de obras num dia de chuva até um ambiente de hospital. Essa escala varia de 0 a 9 sendo que o primeiro dígito refere-se ao nível de proteção contra poeira e o segundo contra líquidos. Mais detalhes podem ser encontradas em en.wikipedia.org/wiki/IP_Code.

Neste código, o primeiro dígito (5) do IP54 indica que um equipamento não está totalmente protegido contra a entrada de pó, mas qualquer quantidade que chegue ao seu interior não deve comprometer o seu funcionamento. Já o segundo (4) indica que ele deve resistir aos respingos d’água vindos de qualquer direção.

O IP64 é uma especificação mais rígida, pois ela exige que o pó não deve entrar/acumular no interior do equipamento (dígito 6) e ser resistente a respingos d’água (dígito 4).

Já o MIL-STD-810 é uma metologia de testes criado pelo departamento de defesa americano que avalia a resistência de um equipamento sob diversas condições ambientais como altas e baixas temperaturas, chuva, humidade, ataque de fungos, exposição a maresia, aceleração e choque, etc.  Mais detalhes podem ser encontrados em en.wikipedia.org/wiki/MIL-STD-810.

Dentre os modelos chamados “fully rugged“, o mais conhecido deles é o Thoughbook CF da Panasonic que mais parecem caixas de ferramentas do que portáteis, diga-se passagem. E se colocarmos um ThinkPad X1 Carbon ou mesmo um T430 ao lado deles, temos a impressão de comparar um jipe militar com um compacto esportivo, com a diferença de que o Lenovo pode até não ganhar do CF no quesito “Cara de mau” mas seria um concorrente a ser respeitado num rally fora de estrada.

Num teste realizado em 2007, um ThinkPad T61 foi submetido aos testes de MIL-STD e passou em 5 (na realidade, 5,5) das 25 categorias existentes. A saber: Altitude (500.4), humidade  (507.4), vibração (514.5), altas temperaturas (501.4) e choque térmico(503.4). O meio ponto se refere ao teste de jato de areia (510.4) onde ocorreu um erro de boot depois da prova. Como isso foi corrigido e o sistema voltou a funcionar normalmente, contamos isso como uma “meia-vitória” :-)

Em um post para o Lenovo Blogs americano, Matt Kohutt observa que dizer que um equipamento passou nos testes MIL-STD não significa necessariamente que ele foi aprovado em “todos” os testes, sendo que muitos concorrentes chamados “rugged” passam em 4 ~6 deles (no geral ligados a resistência a pó e humidade). Mesmo assim a Lenovo não divulga seus equipamentos como “rugged” apesar dela sempre investir na melhoria da resistência dos seus produtos.

De fato, muitos descrevem os ThinkPads como “semi-rugged” devido ao uso de medidas de proteção como o uso de liga de magnésio (e mais recentemente, fibra de carbono) no seu chassis e gabinete, acelerômetros para proteger o disco rígido e até Gorilla Glass em alguns modelos como o X1:

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E ai, vai encarar?

E por que a Lenovo não tem um modelo “fully-rugged”? Acredito que seja uma questão de custo x benefício, já que seria fácil blindar um ThinkPad. De fato, a Lenovo até chegou a desenvolver um protótipo que não foi adiante:

Isso também resultaria no uso de mais material e componentes que contribuiria para um  aumento significativo do seu peso e volume do portátil (um anacronismo num mercado onde os modelos são cada vez mais modelos leves e finos) além de elevar o preço final do produto.

Assim, quantos de nós realmente precisa de um PC para trabalhar debaixo de uma chuva pesada (com o risco de levar um raio na cabeça) ou num clima polar bem abaixo de zero? E o mais importante: Estamos dispostos a pagar a mais por isso?

Para quem respondeu “não” para todas essas perguntas, um ThinkPad dá e sobra…

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