REVIEW: THINKCENTRE M92P TINY

Por Mário Nagano - - Destaque
REVIEW: THINKCENTRE M92P TINY

No mundo corporativo, a família ThinkCentre pode ser considerada a versão de mesa do ThinkPad e como tal, é oferecida em diversos padrões de formatos, recursos e níveis de desempenho, mas sempre com a preocupação de oferecer o melhor produto sob medida para atender as necessidades da sua clientela que — em muitos casos — querem dizer realmente isso: Um desktop “sob medida” que ocupe o mínimo de espaço numa determinada área de trabalho que, nem sempre é lá muito grande diga-se de passagem. Assim, a Lenovo sempre ofereceu seus ThinkCentre em diversos padrões de formatos (ou Form Factors): o tradicional formato Mini-Torre (a direita) o Small Form Factor (SFF ao centro) e o chamado Ultra Small Form Factor (USMF a esquerda). Todos baseiam-se na mesma plataforma tecnológica , porém abrem mão de certos recursos — no geral a capacidade de expandir ou seu hardware — sem comprometer a sua funcionalidade como PCs de uso geral.

Sob esse ponto de vista, a Lenovo realmente chutou o balde com o novo ThinCentre M92p Tiny um desktop ultracompacto que, na sua versão completa (com todos seus acessórios) mede apenas 6,3 x 18,6 x 19,0 cm (LxAxP de pé) e 2,1 kg de peso ou 2,45 kg com a fonte inclusa.

Dá para se ter uma boa idéia do seu tamanho quando colocado ao lado de um ThinkCentre SFF (centro) e um mini-torre de linha (direita):

De lado, podemos ver a economia de espaço na altura e profundidade, se comparado com o M55 com gabinete SFF:

Mas até ai nada demais, já que existem desktops desse porte no mercado como os Thin Clients e mesmo os chamados Nettops. Mas ao contrário destes que utilizam raquíticos processadores de baixo consumo e desempenho igualmente modesto, a Lenovo conseguiu espremer um processador Intel Core ix de última geração (Ivy Bridge) dentro do M92p o que não deixa de ser uma façanha de engenharia, já que assim ele até libera espaço na mesa de trabalho sem abrir mão de todas as vantagens e funcionalidades de um PC de linha, principalmente em aplicações de multimídia, algo que a tecnlologia dos Thin Clients nunca brilhou:

Eu recebi uma versão preliminar do Tiny para testes, o que significa que a configuração analisada pode não ser a final que será vendido por aqui. A boa notícia é que ele será produzido no Brasil, o que pode reduzir o seu custo. A primeira coisa que notei no Tiny é que ele é formado por três componentes básicos: o computador propriamente dito que fica dentro de uma espécie de suporte de de metal que também sustenta uma unidade de disco óptico. Note as “anteninhas de marciano” ao fundo que transmitem e recebem o sinal de Wi-Fi do equipamento, algo ainda raro em computadores de mesa.

Apesar do espaço restrito, podemos ver que o seu painel frontal possui todos os componentes de um ThinkCentre de linha, ou seja, botão de liga/desliga, luzes indicadoras de estado, duas portas USB 3.0 (facilmente identificáveis pela cor azul do seu interior), portas de som e até uma grade frontal para circulação de ar (mais sobre isso adiante).

Seu botão de liga/desliga é rodeado por um anel cromado e um ponto branco, o que ajuda a encontrá-lo locais mais escuros ou mal iluminados. Suas luzes indicadoras são claras, bem iluminadas e inclui até um indicador de funcionamento do Wi-Fi, algo mais comum em portáteis e em alguns All-In-One. A pequena grade a direita da porta USB 3.0 é a saída do seu pequeno alto-falante mono.

Na parte de trás podemos ver (a partir da esquerda) a entrada da fonte de alimentação, uma porta Display Port, mais duas USB 3.0, saída de vídeo SVGA, portas de rede Gigabit Ethernet, duas entradas de antena WiFi e mais uma porta USB 2.0 que é usada para ligar o computador ao gravador de DVD (em cima) que, curiosamente, vem equipado com um pequeno hub USB com duas portas adicionais, que podem ser usadas para conectar mouse/teclado ou mesmo uma impressora, liberando assim as portas USB 3.0 para aplicações onde sua maior velocidade possa ser melhor aproveitada, como um disco externo de alto desempenho.

Uma curiosidade deste projeto é que as portas USB são numeradas (de 1 a 5) o que pode ajudar numa orientação/suporte remoto. Logo acima, a direita das entradas de antena podemos ver um slot para trava antifurto padrão Kensington, do mesmo tipo usado em notebooks.

Interessante notar que o uso dessa trava também impede que o gabinete seja aberto, protegendo ainda mais os seus componentes internos.

O Tiny é alimentado por uma fonte externa de 19 volts x 3,42 A do tipo bivolt, que se conecta com o PC por meio de um cabo de alimentação de 1,8 m (sem contar o outro que vai para a tomada). O curioso formato desse bloco transformador é conhecido internamente como Bone Dog (osso de cachorro):

Trata-se de um projeto criado pelo grupo de design do ThinkPad ainda nos tempos de IBM, cujo formato ajuda a manter o cabo enrolado ao redor do bloco (tanto na vertical quanto horizontal) impedindo que o mesmo escape. Saiba mais sobre isso em http://blog.lenovo.com/design/time-to-unwind.

Um detalhe que não existia no osso original é que a versão do Tiny possui um logotipo da empresa iluminado. Algo que sempre ajuda a diagnosticar problemas no PC principalmente quando ele não liga.

Ao removermos os dois parafusos localizados na parte de tras do Tiny…

… é possível remover o computador do seu suporte + gravador de DVD.

Quando fiz essa operação, fiquei intrigado com a maneira suave com que o gabinete deslizava para fora do suporte sem fazer aquele som característico de atrito de metal sobre metal. Um exame mais detalhado do interior do suporte mostrou que ele possui guias deslizantes de plástico que impedem o contato direto do metal com metal evitando assim que o gabinete risque. Novamente, preocupação com os mínimos detalhes.

Sem o suporte temos uma visão mais realista do tamanho do Tiny cujas dimensões físicas caem para 17,7 x 3,5 x 18,2 cm (LxAxP deitado) e seu peso para 1,34 kg (sem contar a fonte).

De fato, a Lenovo oferece um suporte para usá-lo na vertical sem correr o risco que ele tombe.

O suporte em si possui diversos pezinhos de borracha para sustentar o Tiny tanto de pé quando de deitado e na sua base podemos ver que ele possui furos que permitem fixá-lo em qualquer numa superfície horizontal quanto vertical — como uma estante, painel, console ou embaixo de uma mesa …

… e até mesmo na parte de trás de um montitor, o que pode ser uma solução interessante para lojas, terminais de atendimento, call centers, etc.

Note que na imagem acima, o Tiny está preso ao suporte mas sem a unidade de disco óptico. Para liberar esse dispositivo, basta remover um longo parafuso localizado na parte de cima do mesmo…

E desencaixá-lo do suporte.

Deu para ver que, na parte de baixo dela, existe um parafuso de fixação e uma trava manual que, ao serem soltos…

… permite retirar o gravador de DVD que é do mesmo tipo usado em portáteis.

Nesse caso, o modelo analisado veio equipado com um gravador de DVD da Sony Optiarc modelo DDU 7740H.

Aqui um detalhe do seu HUB USB e da sua porta USB do tipo B…

… que se conecta com o Tiny por meio de um minúsculo cabinho USB padrão do tipo A-B.

Me chamou a atenção que o uso desse cabinho interfere com o movimento da antena WiFi. Isso pode parecer estranho ou até mesmo um erro de design que pode até ser ser corrigido na versão final. De qualquer modo, esse pode ser o preço a ser pago pela flexibilidade desse projeto, já que nada impede que o Tiny seja vendido com ou sem o gravador de DVD ou mesmo com ou sem interface WiFi o que, de um certo modo, resolveria esse problema.

Ao contrário de outros ThinkCentre cujo acesso ao seu interior é possível sem o uso de ferramentas (sistema tool-less) no caso do Tiny é necessário o uso de uma chave Philips. Ao retirar um parfuso localizado na parte de trás do gabinete, toda a parte de cima pode ser removida. Note o uso de chapa de metal de 0,5 mm de espessura, o que garante a rigidez estrutural do equipamento, além de impedir o vazamento de sinais eletromagnéticos gerados pelo circuito.

Aqui temos uma visão geral do interior do Tiny, de frente:

E por cima:

Ao contrário dos notebooks (e mais ainda nos Ultrabooks), o projeto do Tiny tira proveito dele não ter restrições de espessura do gabinete para montar seus componentes em camadas. Assim, o seu disco rígido de 2,5 polegadas é fixado numa espécie de bandeja que fica montado sobre a placa-mãe…

… e se conecta com o mesmo por meio de uma única porta SATA padrão, cujo conector combina dados + alimentação do disco numa única peça.

O disco em si é um Scorpio Blue da Western Digital modelo WD3200BPVT de 320 GB/5.400 RPM equipado com uma interface SATA 300. A vantagem dessa solução é que se trata de um disco rígido padrão de mercado, o que facilita a sua troca/upgrade por um modelo de maior capacidade.

Curiosamente, o suporte do disco também abriga o pequeno alto-falante do sistema que, ao contrário de outros desktops não serve apenas para bipar mensagens de erro e sim para transmitir todos os avisos sonoros do sistema, dispensando assim a necessidade de uso de caixas de som externas. Trata-se de uma solução simples e prática que até hoje não sei porque não é padrão no mercado de desktops.

Ao remover o disco do gabiente, temos acesso aos slots de pentes de memória e ao cartão da interface Wi-Fi.

O modelo analisado veio equipado com um pente SO-DIMM de 4 GB DDR3 1600 MHz, quantidade padrão de mercado e suficiente para tirar proveito do Windows 7 de 64 bits.

De qualquer modo, a boa notícia é que o Tiny vem com dois slots, o que permite a instalação de um segundo pente de memória.

Sua interface WiFi é um Intel Centrino Advanced-N 6250 compatível com os padrões 802.11 a/g/n dual band (2,4 GHz e 5,0 GHz) mais recomendado para aplicações que demandem um tráfego intensivo de dados (até 300 Mbps), além de ser compatível com as tecnologias Intel Wireless Display e vPro.

Ele se comunica com o mundo exterior por meio de duas antenas externas fixadas na parte de trás do gabinete.

Entretanto, a característica mais interessante — ou melhor, intrigante — deste desktop é, seu sistema de resfriamento do processador…

… que utiliza um cooler passivo isto é, sem um ventilador acoplado…

… que force a circulação de ar pelas aletas internas do seu irradiador de calor.

A resposta desse mistério pode estar no processador adotado — um Intel Core i5-3470T — um chip dual core com HT (= quatro threads) de 2,9 GHz (ou até 3,6 GHz no modo turbo) e 3 MB de Cache L3.

Para quem não está familiarizado com o dialeto do pessoal de Santa Clara, Core i5 é a marca do processador e o código 3470T é a descrição do modelo (ou brand modifier). No caso do Tiny, como ele inicia com o número “3″ isso indica que ele já é um Core iX de terceira geração “Ivy Bridge” e o final “T” indica um modelo otimizado para baixo consumo — no nosso caso, 35 watts — contra, por exemplo, 77 watts do Core i5-3550. E quanto menor esse valor, menos ele esquenta.

Vale a pena ressaltar que esse processador Ivy Bridge vem equipado com uma aceleradora gráfica Intel HD 2500 (também conhecida como GT1) que seria uma versão mais simples e mais em conta que o HD 4000 (GT2) que vem equipado com 16 shaders (contra 6 do HD 2500). Apesar disso, o HD 2500 traz avanços significativos se comparado ao HD 3000 que vem com os Core ix de segunda geração (Sandy Bridge) como suporte para DirectX 11, OpenCL e DirectCompute 5.0, além de oferecer melhor suporte para processamento/decodificação de vídeo. Apesar de não ser a solução mais indicada para jogos em 3D, a Intel mantém uma lista de títulos que a empresa afirma que roda bem na HD 2500/4000 mais detalhes em http://www.intel.com/support/graphics/intelhdgraphics4000_2500/sb/CS-033387.htm?wapkw=hd+2500. Mas voltando a solução de dissipação de calor do Tiny, a única ventoinha presente no equipamento fica atrás do irradiador de calor do processador, um AVC modelo BASA0715B2U…

… que parece ser do mesmo tipo usado em placas de vídeo de alto desempenho, que coleta o ar pela frente e força um fluxo de ar para o lado indicado pela seta:

O que dá para entender desse sistema é que como essa ventoinha não fica grudada na placa-mãe e sim montada sobre pequenos pinos (setas em laranja) isso faz com o ar frio que entra pela grade frontal do Tiny passe pelo dissipador de calor do processador antes de ser sugado por baixo da ventoinha…

… e ser expelido (já aquecido) para fora do gabinete. Como o ventilador tem velocidade variável, de modo que ele pode acelerar quando a temperatura do processador subir muito. Mesmo assim, seu funcionamento é bastante silencioso.

Curiosamente, existe um sensor de temperatura na entrada de ar do Tiny que ajuda a gerenciar a solução térmica do sistema.

A remover a ventoinha pude ver o chipset da placa-mãe posicionada num local bastante estratégico que tira proveito do fluxo de ar para dispersar o calor gerado pelo mesmo.

Trata-se de um Intel Q77 Express (codinome Panther Point) — que agora incorpora um controlador USB 3.0, SATA 600, suporte para três monitores simultâneos (o Tiny suporta até quatro no modo mosaico) e suporte para novas tecnologias como IRS (Intel Rapid Storage).

Além disso, ele incorpora diversas tecnológicas mais voltadas para aplicações de negócios (VPro) como Intel Active Management Technology, Intel Small Business Advantage solution e o novos Identity Protection Technology e Anti-Theft Technology, ou seja a melhor opção da casa para sistemas corporativos com foco em gerenciamento de parque de máquinas e segurança de dados. E já que estamos falando de negócios, notamos que o Tiny possui internamente uma interface serial (COM1) e uma segunda porta DP (= Display Port?)

Isso permite — pelo menos na teoria — implementar uma porta serial no Tiny, um item ainda muito apreciado no mundo dos negócios, em especial no segmento de coleta de dados e automação comercial. De fato uma das saídas ocupadas por uma das antenas Wi-Fi parecer ter as medidas corretas para aceitar um conector serial de 9 pinos.

Como podemos ver, apesar da ecomomia de espaço, o hardware do Tiny tem todas as características desejáveis de um desktop de linha com exceção talvez da impossibilidade de implementar algum hardware adicional (se é que ele precisa de mais algum).

Sob testes: O Tiny sai de fábrica com o Windows 7 Home Premium pré-instalado, mas segundo minha metodologia, costumo formatar o disco rígido e trabalhar com o Windows 7 Ultimate com SP1 e os drivers mais recentes baixados do site na Lenovo. No Índice de Experiência do Windows, uma nota que é calculada pelo próprio sistema operacional e cuja escala vai de 1,0 até 7,9 pontos. O Tiny alcançou 4,8 pontos o que o coloca dentro do que a Microsoft descreve como um equipamento adequado para tarefas de processamento intensivo. De fato, no teste que mede a força bruta do processador (Calculations per Second) o resultado foi de 7,2 pontos — 0,7 a menos que sua pontuação máxima.

Já no Sysmark 2012 que é um programa que avalia o desempenho de um PC a partir de diversos aplicativos de mercado — que vai do simples aplicativo de escritório até modelagem em 3D, o Tiny bateu 127 Pontos, o que está acima da nota de 100 pontos que indica um uma máquina de referência, cujo desempenho a BAPCO considera ideal.

Outro programa muito popular para avaliar o desempenho de um PC é o PCMark Vantage da FutureMark. O que é interessante nesse produto é que ele tem uma versão que roda em sistemas de 32 bits que no Tiny bateu 6.882 pontos:

E outra de 64 bits que bateu 7.197 pontos. O que podemos tirar desses resultados é que aplicações de 64 bits de fato tem um melhor desempenho do que os de 32 bits no Windows 7 de 64 bits já que ele pode endereçar mais memória que a versão de 32 bits.

Outro teste mais recente também da Futuremark é o PCMark 7, cujos resultados — no nosso caso 2.544 pontos — não podem ser comparados com o Vantage.

Graças a nova aceleradora gráfica HD 2500, temos condições de analisar o seu desempenho com o 3DMark Vantage. Nesse caso, pudemos ver o seu comportamento em diversos cenários (que demandam mais ou menos da GPU) como o chamado modo Entry — 7.995 pontos:

Performance — 1.709 pontos:

E Hi — 841 pontos:

Outro teste gráfico mais recente da Futuremark é o 3DMark 11 que também utiliza o modelo de cenários para avaliar o desemepenho de diversos tipos de PCs equipados com aceleradoras gráficas compatíveis com DX11. No modo Entry o Tiny bateu 718 pontos:

383 pontos no modo Performance:

E 117 pontos no modo eXtreme:

No geral, esses números mostram que o desempenho em 3D do Tiny é relativamente modesto o que não o desqualifica como um PC para uso geral. Ele só não seria a melhor plataforma para jogos, o que, de fato não é o foco desse produto.

Isso também pode ser observado nos testes do Heaven Benchmark outro teste de animação em 3D que realmente sobrecarrega o processador gráfico. O resultado de 5,1 fps (= quadros por segundo) é modesto se levarmos em consideração que para termos a sensação real de movimento numa animação são necessários no mínimo algo como 24~30 fps.

Para medir a capacidade de um sistema para processar e converter vídeos, utilizamos o DVDFlick 1.3.0.6, que cria uma imagem de disco de filme em DVD a partir de um arquivo de vídeo (no nosso caso, três vídeos cobinados numa única imagem em ISO) o Tiny levou 1h55m31s utilizando apenas um thread do processador e 1h32m41s com todos os quatro threads, um bom resultado se levarmos em consideração que um netbook com Atom leva algo em torno de 10 a 12 horas para realizar essa mesma tarefa.

E para filme em DVD para um arquivo em AVI em Full HD o Freemake Video Converter, um utilitário gratuito que tira o máximo proveito do hardware (incluindo distribuir a carga de trabalho por diversos threads e aceleração por GPU). Com esse programa foi possível converter nosso mesmo filme de referência em 1h13m012s. Já o Cinebench 11.5 é um programa que avalia o desempenho do processador em OpenGL (uma linguagem gráfica muito usada em aplicações profissionais) e para avalidar a capacidade da CPU de trabalhar imagens no modo de multiprocessamento. Ele também pode ser executado no modo de 32 e 64 bits:

Finalmente rodamos o Peacekeeper um teste online (http://peacekeeper.futuremark.com/) formado por um conjunto de rotinas em Javascript e HTML5, que mede a capacidade do programa navegador em executá-las. E o mais importante: Como ele é na sua essência uma página web, ele pode ser acessado de qualquer browser, rodando sobre qualquer sistema operacional em qualquer tipo de equipamento permitindo até medir o desempenho do browser de um PC com o de um tablet ou mesmo de um smartphone esteja ele rodando Windows, iOS, Linux ou Android. Para efeito de normalização esse teste foi executado no Google Chrome:

E finalmente para avaliar o desempenho do seu sistema de resfriamento do processador eu usei o Prime 95 (www.mersenne.org/freesoft/) um notório programa criado originalmente em 1996 pelo grupo GIMPS (The Great Internet Mersenne Prime Search) para calcular números primos de Mersenne, mas que ficou famoso por identificar problemas de estabilidade (erros de cálculo ou mesmo travamentos) em máquinas onde outros testes não conseguiram, tornando-se assim um programa muito usado por overclockers para verificar a estabilidade de seus sistemas.

O teste foi bem simples, eu botei o Prime 95 para rodar por algumas horas monitorando a temperatura máxima do processador (estressado a 100%) com o Core Temp 1.0 RC3:

No antes de rodar o programa com o Tiny sem fazer nada, a temperatura do processador estava em 45 graus Celsius…

… sendo que passados algumas horas com a CPU cozinhando em fogo alto, o Prime 95 continuava a rodar sem problemas com o processador trabalhando a 86~88 graus Celsius. O seu gabinete de fato estava mais quente ao toque que o usual e a ventoinha trabalhando numa velocidade maior mas o que importava é que o sistema continuava a trabalhar normalmente, sinal de que o hardware do Tiny mostra ser bastante estável.

Conclusões:

Considerado o menor ThinCentre já criado pela empresa, o Tiny vem com a proposta de oferecer o mesmo desempenho de um desktop de linha ocupando apenas de 5% do seu espaço. Sob esse ponto de vista o equipamento cumpre o que promete e pode ser uma opção atraente para empresas — e até mesmo usuários finais — que precisam de um computador leve, compacto e de baixo consumo para realizar as suas tarefas do dia a dia. De um certo modo, a Lenovo já atendia a essas demandas com seus modelos Small Form e mais recentemente com seus All-In-One como o M92z. Entretanto eu vejo uma vantagem no Tiny já que, além de servir como um desktop de uso geral, ele também pode ser parte de produtos e serviços mais especializados, como sistemas de monitoramento e segurança, sistemas médicos, automação comercial e industrial, terminais de informação ou qualquer outra aplicação que precise de um desktop dedicado que caiba em qualquer lugar rodando uma aplicação dedicada desenvolvida num PC. Fora isso, também merece destaque o fato do Tiny ser uma plataforma bastante atual vindo já equipado com um processador de última geração, quatro portas USB 3.0 e diversas, suporte para diversos monitores e diversas tecnologias que visam melhorar ainda mais a sua segurança e gerenciamento remoto. E apesar do seu hardware ser bastante otimizado — ele é bastante amigável, de fácil acesso e utiliza diversos componentes padrão de mercado, o que facilita a sua manutenção e até upgrades simples como trocar o seu disco interno ou aumentar a sua quantidade de memória. Na teoria, seria até possível até trocar o seu processador, mas esse procedimento não deveria ser feito sem a orientação do fabricante, já que processadores mais potentes podem não se dar bem com o sistema de dissipação de calor do Tiny. E se existem restrições de minha parte a esse equipamento, eu citaria duas: a impossibidade de expandir o seu hardware por meio de placas de expansão (duh!) e o problema do cabo USB que restringe o movimento da antena WiFi. Mas como disse acima, isso me parece mais uma questão de configuração já que tanto um quanto outro pode vir ou não vir com o Tiny e, na pior das hipóteses o gravador de DVD não precisa estar acoplado ao Tiny para funcionar, podendo ser usado como uma unidade portátil com um cabo USB mais longo o que para mim faz até mais sentido num mundo onde esse periférico é cada vez menos usado. E com relação as placas de expansão — sejamos sinceros — fora a placa de vídeo e algumas interfaces legadas e/ou muito exóticas, o que é que realmente instalamos num PC nos dias de hoje que não possa ser conectado via USB?

ThinkCentre M92p Tiny

Resumo: Desktop compacto de uso geral voltado para o mercado corporativo, especialmente em ambientes onde a restrição de espaço na mesa de trabalho é um problema realmente sério. Bom para: Uso geral e tarefas do dia a dia, inclusive para algumas tarefas de processamento intensivo. Suas dimensões compactas podem ser atraentes para aplicações especiais/dedicadas que exijam o uso de um PC. Nem tão bom para: Aplicações de processamento (local) super-intensivo (para isso existem as workstations) e jogos hi-end em geral.

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