Assistentes virtuais são tendência

Assistentes virtuais são tendência

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Artigo por Ronaldo Lemos

Dentre as tecnologias que vêm despertando mais interesse está a novíssima geração de ferramentas de reconhecimento de voz. A estrela do momento é a Siri, a “assistente virtual” que funciona na última versão do iPhone. É uma interface interessante, que muda a relação do usuário com o telefone. Saem de cena as cãibras no dedão, comuns entre os usuários mais empolgados com os teclados minúsculos, e ganha espaço uma relação, digamos, mais pessoal com o aparelho, comandado pela voz.

Mas a Siri é apenas um primeiro exemplo de interfaces de voz sofisticadas que vem por aí. O Google está desenvolvendo sua própria versão, apelidada de “Majel”, mesmo nome do computador com voz feminina do seriado “Jornada nas Estrelas”, na versão dos anos 60. O projeto está em desenvolvimento e espera-se que seja lançado em 2012. Além disso, há empresas oferecendo alternativas experimentais à Siri (que rodam até em celulares mais antigos), como o Esra, desenvolvida pela empresa Cydia.

Só que o programa só roda em fones desbloqueados (depois do “jailbreak”). Há também a Iris, outra versão experimental de reconhecimento de voz que roda no Android, “clonando” o modelo da Apple e por conta disso despertando alguns questionamentos legais.

De qualquer forma, é um momento importante para as interfaces de reconhecimento de voz. Muita gente (incluindo ou autor!) já passou raiva tentando ensinar os antigos programas de reconhecimento de voz a entender certas as palavras. A nova geração está muito melhor desenhada, inclusive para reconhecer vários sotaques diferentes. E vem mais novidades por aí: há rumores de que o reconhecimento de voz vai chegar à televisão, para aposentar o velho controle remoto. Imagine chegar em casa e dizer em voz alta e clara para a uma tv conectada à rede o que você quer assistir: seja um programa de tv normal, um vídeo do Youtube ou qualquer outro conteúdo da internet. Pode ser uma mudança revolucionária.

Só tem um problema: o reconhecimento de voz funciona bem em inglês, mas não em português. Esse tipo de software depende de muita gente usando e testando para ser aperfeiçoado. Só assim é possível mapear diferentes sotaques e jeitos de falar. E não há tantas empresas assim trabalhando com a “tradução” dessas interfaces nossa língua. Por enquanto, o primeiro passo para conquistar a simpatia de uma assistente virtual é um bom curso de inglês.

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