Review: IdeaPad Yoga

Por Mário Nagano - - Produtos
Review: IdeaPad Yoga

Revelado por Yang Yuanqing (CEO da Lenovo) durante a última CES 2012, em Las Vegas, o IdeaPad Yoga foi a grande surpresa da Lenovo já que – até aquele momento – o grande destaque da empresa era a sua Smart TV com Android.


De fato, duas coisas chamaram a atenção nesse portátil: ele foi o primeiro produto da casa especialmente criado para rodar o Windows 8, ou seja, sua plataforma de hardware permite que o usuário possa tirar o máximo proveito do novo sistema operacional da Microsoft, em especial da nova Interface Metro/Modern, cuja melhor experiência de uso é interagindo com seus diversos elementos gráficos diretamente na tela.

 


A segunda novidade foi a simplicidade do seu design que, ao invés de depender de mecanismos complexos capazes de realizar verdadeiros números de contorcionismo com a tela, o Yoga possui uma simples articulação que permite tombar sua tela sobre a base do portátil permitindo assim que ele assuma diversas configurações – um conceito que até já foi explorado no passado em calculadoras, handhelds e smartphones, mas nunca em um notebook leve e fino.

 

Mais do que isso, o Yoga representa uma revolução tecnológica que começou nos dispositivos móveis — como os smartphones e tablets — e que com o Windows 8, chega finalmente ao grande público.
O grande dilema neste primeiro momento é saber se o tradicional usuário do Windows, que passou as últimas décadas arrastando uma setinha na tela com um mouse, irá comprar essa ideia (literalmente falando).
Segundo Daria Loi (embaixo), pesquisadora do grupo de experiência de uso da Intel, essa resposta é mais positiva do que muitos imaginam.

 

Ela conduziu uma interessante pesquisa sobre o uso de notebooks com telas touchscreen em diversos países, inclusive no Brasil. Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram o seu primeiro contato com um PC com essa tecnologia passaram 77 % do tempo tocando na tela, realizando tarefas como navegar na rede e assistir a vídeos, editando imagens e até ajustando algumas configurações do computador.

 

A pesquisadora diz que, durante essa pequisa, alguns usuários disseram que as telas touchscreen “transformam um instrumento de trabalho em diversão”, ou seja, que essa nova interface é intuitiva, divertida, imersiva e que permite executar certos comandos que não podem ser facilmente replicados com o mouse.
Fora isso, as pessoas ouvidas disseram que eles não veem a interface de toque no PC como uma novidade passageira, e sim como uma nova ferramenta que enriquece a sua experiência de uso e que — algum dia — teria que chegar nos notebooks.
Outra revelação desse estudo foi a de derrubar o mito de que as pessoas tendem a tocar muito forte (cutucar com força) nas telas touchscreen, de modo a estressar demais sua articulação com a base do teclado. Loi notou que as pessoas tocavam de maneira bastante suave e até bem cuidadosa, até segurando nas bordas da tela com uma das mãos enquanto navegava com a outra.

 

Mas isso significa que os PCs com teclado estão com seus dias contados? Ela diz que não, já que quando perguntou aos pesquisados se eles consideravam a possibilidade de trocar seus notebooks por um tablet mais potente com teclado opcional, a resposta foi negativa. No geral, a resposta mais comum foi que os tablets têm suas vantagens, mas que a necessidade das pessoas ainda é a de um laptop – e que o desejo por uma tela touchscreen ocorreria no caso de adicionar algo ao notebook.
Saiba mais sobre essa pesquisa no vídeo abaixo, produzido pela Intel:

 

 

Assim, como podemos ver, o Yoga se encaixa perfeitamente nesse novo modelo/demanda de computação pessoal, ou seja, um notebook completo que pode ser usado como um tablet, e não necessariamente o contrário. :-)
E voltando ao que interessa…
O Yoga 13 mede aproximadamente 33,3 x 1,7 x 22,5 cm (LxAxP), é fechado e tem 1,54 kg de peso (sem o adaptador de rede elétrica). Visualmente falando, ele lembra muito o Ideapad U310s, vendido nos Estados Unidos e, como tal, pode ser classificado como um Ultrabook…

 

… com seus 1,7 cm espessura, 2 milímetros a mais que uma caixa de DVD.

 

Trata-se de uma notável façanha de engenharia, já que, segundo as regras estipuladas pela Intel, um portátil com tela de até 14″ só pode ser chamado de Ultrabook se sua espessura não ultrapassar 1,8 cm — sendo que nos conversíveis podem chegar a 1,9 cm, ou seja, apesar de ser conversível, o Yoga 13 é tão fino quanto um Ultrabook de tela fixa.
De fato, comparando-o com o X120e — considerado um dos menores ThinkPads do mercado…

 

… podemos ver como o Yoga 13 redefine o conceito de portátil leve e fino:

 

No Brasil, ele estará disponível apenas na cor cinza/prata com detalhes em preto:

 

Em outros mercados, ele também está disponível em um alegre tom de laranja, chamado Clementine Orange:

 

Em ambos os casos o acabamento externo é em metal fosco, o que o torna menos propenso a segurar marcas de dedos.

 

E, ao contrário de alguns concorrentes (incluindo aquele com nome de fruta), a rigidez estrutural do Yoga não vem da base do teclado e sim da combinação das suas tampas superior e inferior, feitas de liga de magnésio. Note o excelente acabamento das suas bordas levemente curvas, que passam a impressão de que o portátil é mais fino do que realmente é.

 

Como dissemos antes, o IdeaPad Yoga se encaixa na categoria de Ultrabook Conversível ou seja, um notebook leve e fino que…

 

… com um simples movimento de tela…

 

… transforma-se num tablet com tela de 13,3 polegadas, na proporção 16:9.

 

Para os padrões atuais, o Yoga é um tablet bem avantajado, o que pode ser uma boa notícia para aqueles que realmente precisam da maior área de visualização possível. Fora isso, ele conta com todos os recursos do Windows 8 (ao contrário do RT), o que pode facilitar a sua entrada até mesmo no mercado corporativo — em especial entre os altos executivos, apesar de eles não serem o principal público do Yoga.
Observamos porém, que ele é um pouco pesado para ser segurado pelos cantos como uma agenda, sendo mais recomendável apoiá-lo sobre o antebraço como uma prancheta ou usá-lo sobre uma superfície firme e plana. Note que, neste modo, o teclado fica por baixo e pode ter contato direto com a superfície de trabalho (mais sobre isso adiante).
Para mim, a grande sacada do Yoga é o desenho da sua dobradiça que, ao contrário dos notebooks não conversíveis, possui duas articulações ao invés de uma.

 

Assim, no modo “notebook” a articulação de baixo não se move, o que faz com que sua tela LCD (apoiada na articulação de cima) abra e feche como num modelo normal.

 

Mas ao tombarmos a tela para trás…

 

… a partir de um certo ponto, quando a tela fica totalmente na horizontal…

 

… a segunda articulação (inferior) começa a se mover, permitindo assim que a tela continue a tombar…

 

… até se encontrar com a base. Note que, nesse caso, as superfícies opostas nunca se tocam, já que entre elas ficam os pés de borracha do portátil, minimizando assim a formação de marcas e riscos.

 

Aqui podemos ver a dobradiça com a tela LCD totalmente invertida.

 

Apesar dessa aparente simplicidade, a Lenovo gastou bastante tempo de engenharia para garantir que essa articulação não se desgaste (e ceda) com o excesso de uso. De fato esse mecanismo passou sem problemas por um teste de resistência de mais de 20 mil movimentos completos.
Algumas pessoas podem até dizer que a tela não é firme o bastante para aguentar a pressão dos dedos sobre a tela no modo notebook ou stand, mas como observou Daria Loi, da Intel, os usuários tendem a segurar a tela com uma das mãos para dar mais firmeza aos toques feitos com a outra, de modo que esse “problema” pode não ser tão relevante quanto parece.
Quando aberto, podemos notar que o Yoga 13 segue o mesmo padrão visual “clean” dos Ultrabooks IdeaPad da série U: o tom predominante é o preto, com algumas pitadas de laranja e branco e prata.

 

O que inclui os seus selos de certificação, e curiosamente, o selo do Windows 8 está colado no lado oposto, mais exatamente na sua base:

 

Sua tela de 13,3 polegadas é do tipo LCD/LED com tecnologia IPS, que proporciona excelente qualidade de imagem e amplo ângulo de visão. Mais interessante ainda é descobrir que sua resolução nativa é de 1.600 x 900 pontos, bem mais alta que o padrão mais comum do mercado (1.366 x 768 pontos).

 

Sua tela touchscreen é do tipo capacitivo e capaz de identificar até dez toques ao mesmo tempo, além de incorporar um novo processo de fabricação, no qual o painel touchscreen é aplicado diretamente sobre a tela LCD, resultando num conjunto de apenas 5,5 milímetros de espessura:

 

Mas ao contrário de outros portáteis com tela touch da Lenovo (como o ThinkPad Tablet), a tela do Yoga não é protegida com vidro Gorilla Glass. Isso significa que, apesar de resistente ela não deve ser maltratada em excesso, com o uso de objetos pontiagudos, por exemplo, como um saca-grampos ou chave de fenda.
A tela possui uma moldura preta brilhante no mesmo estilo usado nos tablets atuais. Na borda de cima podemos ver sua webcam de 1 MP capaz de capturar vídeos na resolução HD 720p…

 

 

… e, logo a direita, vemos um pequeno sensor que mede a luz ambiente, normalmente usado para aumentar/reduzir o brilho da tela quando necessário, racionalizando assim o consumo de energia (em especial da bateria).

 

Fora isso, o Yoga 13 também possui sensor de movimento e acelerômetro, mas não vem com GPS nem suporte interno para redes metropolitanas 3G/4G.
Logo abaixo da tela, podemos ver a tecla de “Home” padrão nos tablets com Windows 8 que, ao ser pressionada, faz com que o sistema volte para a tela inicial da interface Metro.

 


Já o seu teclado com tecnologia AccuType é do mesmo tipo usado nos ThinkPads, ou seja, um dos mais macios e confortáveis do mercado.

Já nos modos tablet, stand e display o sistema oferece um teclado virtual padrão de tablet.

 

Se comparado com o IdeaPad G480 (www.bloglenovo.com.br/colunas/hands-on-lenovo-g480-com-windows-8/), a boa notícia é que sua tecla de Enter está alinhada na horizontal, o que facilita seu uso. De fato, a única coisa que sentimos falta no Yoga é a retroiluminação das teclas, algo que diversos concorrentes já oferecem em seus Ultrabooks e que poderíamos esperar de um produto na sua faixa de preço.

 

Como é moda nos dias de hoje nos modelos para o consumidor final, as teclas de função do Yoga dão prioridade para as funções diretas, de modo que para acessar as tradicionais teclas F1~F12 é preciso manter a tecla Fn pressionada.

 

Note que, com a chegada do Windows 8, a empresa implementou novas funções para algumas delas com o objetivo de facilitar o seu uso:

 

Uma curiosidade desse teclado é que a tecla de Caps Lock possui um pequeno indicador luminoso que informa quando ele está ativado.

 

O Yoga vem equipado com um touchpad bem espaçoso (10,5 x 7,0 cm), que também segue o padrão da moda, em que os botões direito e esquerdo são integrados ao dispositivo (tecnologia Push-to-Click), sendo ativados quando pressionamos os cantos inferiores deles.

 

A grande vantagem desse sistema é que ele proporciona uma maior área de toque, o que é algo interessante com a chegada do Windows 8, já que muitas funções de toque podem também ser reproduzidas no touchpad. Acompanha o Yoga um utilitário chamado Intelligent Touchpad, que permite implementar comandos mais elaborados:

 

Curiosamente, a área de descanso das mãos possui um magneto embutido no lado direito, que deve ajudar a manter o portátil fechado. Assim, cuidado para não deixar nenhum objeto metálico como um clipe de papel ou grampo grudado nessa área na hora de guardar o Yoga.

 

Desde o seu anúncio na CES 2012, uma dúvida que sempre ficou no ar sobre o Yoga é como a Lenovo iria tratar o problema do teclado estar em contato com a superfície de trabalho (em especial no modo stand), expondo o mesmo a contaminação por poeira, terra, líquidos e qualquer outro resíduo e/ou contaminante que possa eventualmente sujar e/ou riscar o teclado.

 

Uma alternativa é usar o modo display, no qual o portátil se apoia sobre suas bordas e não sobre o teclado, o que proporciona maior estabilidade para a tela. Porém, existe um inconveniente na hora de usar a webcam, já que ela fica completamente de cabeça para baixo.

 

A solução encontrada pela Lenovo foi aplicar um curioso material rugoso sobre toda a área de descanso das mãos e ao redor do teclado…

 

… material que lembra couro ou borracha.

 

Esse material possui uma boa pegada, não acumula marcas de dedos e não escorrega facilmente sobre uma superfície lisa, o que proporciona maior estabilidade ao portátil.
Entretanto, notamos que as teclas ficam no mesmo nível da área de descanso das mãos, o que não evita que algumas teclas risquem devido ao contato com a mesa de trabalho.

 

A boa notícia é que, como a maioria das outras teclas são levemente côncavas, elas têm menor área de contato e, consequentemente, são menos propensas a riscos. Assim, nossa recomendação é que o usuário tome alguns cuidados, como sempre usar o Yoga no modo Stand sobre uma superfície limpa e livre de impurezas.
Fora isso, vale a pena lembrar que o Yoga não é um ThinkPad X1 (http://www.lenovo.com/br/Carbon), ou seja, nada de ficar derramando líquidos sobre o seu teclado ou deixá-lo cair no chão de propósito.
Como era de se esperar de um Ultrabook, o Yoga 13 não oferece tantas portas de comunicação quanto um notebook de linha.

 

No lado esquerdo, temos uma porta HDMI, uma USB 3.0 e uma terceira que combina entrada de microfone + fone de ouvido, algo comum nos telefones celulares e smartphones.

 

Observamos porém, que o usuário deve tomar um certo cuidado para não confundir a porta HDMI com a USB 3.0 e vice versa, já que, dependendo do ângulo de visão, elas são muito parecidas.

 

Além disso, as dimensões da porta HDMI passam a impressão de aceitar um plug USB.

 

Mais à direita temos a entrada de som do microfone embutido e o controle de volume…

 

… cujo nível pode ser verificado por meio de um indicador gráfico na tela.

 

Na frente do portátil, o botão maior do centro é o botão de liga/desliga, que possui uma luz indicadora à direita que também serve para monitorar o estado da bateria.

 

À esquerda do botão de liga temos um minúsculo botão OneKey Recovery, que interage com um utilitário pré-carregado que leva o mesmo nome (mais sobre isso aqui).

 

E onde estão os alto falantes? Segundo o manual do usuário, eles estão montados sob o teclado.

 

No lado direito, temos um botão que ativa/desativa a rotação automática da tela (algo útil quando lemos um documento deitado de lado no modo tablet).

 

Mais ao centro temos um slot para cartão SD/MMC…

 

… que vem protegido por um cartão “dummy”…

 

… e, mais ao fundo, temos mais uma porta USB 2.0 e a entrada da fonte de alimentação…

 

… cujo plug/conector tem um curioso formato retangular, que lembra até um plug USB:

 

A primeira vista, a ideia por trás desse novo conector é de permitir o seu uso em gabinetes ultrafinos, mas também notamos que, devido ao seu formato, ele possui uma área de contato maior, fazendo com que o seu encaixe seja bem mais firme do que o tradicional formato cilíndrico.

 

Sua fonte de alimentação é, de certo modo, inspirado no Yoga, pois sua espessura (1,7 cm) é a mesma do portátil. Medindo apenas 5,9 x 1,7 x 4,0 cm (LxAxP) e 280 gramas de peso, ele tem entrada CA bivolt (100~240 volts x 1,5 A) e saída CC de 20 volts x 3,25 ampéres .

 

A base do Yoga 13 é bastante limpa e não possui nenhuma porta de acesso aos seus componentes internos, como bateria, memória e disco rígido – o que pode dificultar o upgrade de alguns componentes, como memória e disco.

 

Outra coisa que nos chamou a atenção foi a ausência de entradas de ar na sua base. Existe apenas uma grande entrada traseira por onde o ar entra fresco de um lado e sai quente do outro. Isso acontece, porque o Yoga não pode depender de entradas por baixo, já que elas são bloqueadas no modo tablet.

 

Como não tive tempo de desmontar o Yoga, aqui vai uma visão explodida do Ultrabook, em que podemos ver o seu módulo de memória (6), que se encaixa no seu único slot disponível, seu disco SSD na forma de um cartão PCI-Mini (12) e sua bateria prismática (16) com tecnologia de Polímero de Lítio de 3.640 mAh e autonomia estimada de 8 horas.

 

Com relação ao seu software, o Yoga 13 vem equipado com o Windows 8 de 64 bits que inicia na nova interface Metro…

 

… com um atalho para o modo desktop clássico:

 

Interessante notar que o modelo analisado já veio com algumas Apps pré instaladas pela Lenovo, cujo número e opções podem variar até a versão final:

 

Um bom exemplo de App da casa é Lenovo Support, uma App que integra diversos produtos e serviços ligados ao registro e suporte técnico ao usuário. De um certo modo, ele substitui o Lenovo Solution Center, que acompanha as máquinas com Windows 7.

 

Outra App específica para o Yoga é o Lenovo Transition, que configura o seu modo de tela para trabalhar com um certo aplicativo:

Já o Lenovo Companion parece ser a lojinha eletrônica em que o usuário pode baixar diversos conteúdos da empresa e de seus parceiros, além de adquirir produtos e acessórios para seu computador e ter acesso ao serviço Lenovo Cloud Storage.

 

Interessante notar que o Yoga também já vem com um cliente Intel AppUp, outra lojinha de Apps com a bandeira do pessoal de Santa Clara, que nasceu originalmente para dar suporte aos netbooks com Atom e smartphones com Meego, mas que agora ampliou o seu foco e também irá oferecer conteúdos e programas específicos para Ultrabooks.

 

Outra App já otimizada para Metro é o McAfee Security Advisor um utilitário que fornece…

 


… informações de segurança, dá acesso ao site da empresa, mas não protege o PC de malwares ou vírus – ou seja, ele não é um pacote de segurança no sentido exato da palavra, mas, caso você precise de um, é claro que ele pode te indicar! :-D

 


Já o rara.com é um serviço de música sob demanda com uma biblioteca de mais de 10 milhões de títulos.

 


E, apesar do Yoga não vir com o novo serviço Anti-Theft da Intel, ele vem com um programa alternativo desenvolvido pela Absolute que oferece tanto a proteção de seus dados no caso de perda/roubo, até a recuperação do equipamento (quando isso por possível).

 


E é claro que o sistema também já vem com uma versão demo do MS Office 2010 Transition:

 


O Yoga também veio com um joguinho pré-instalado — o Birzzle Preview, que curiosamente não funciona no modo de tela cheia:

 


Com relação ao seu harware, o Yoga 13 que analisei veio equipado com um processador Intel Core i5-3317U de 1,7 GHz, 4 GB de SDRAM DDR3 de 1.600 MHz (expansível para até 8 GB) e disco de estado sólido (SSD) de 128 GB.

 

Para quem não conhece, o Core i5-3317U é um chip core de terceira geração (codinome Ivy Bridge) equipado com dois núcleos de processamento com HT (= 4 threads). Seu clock é de 1,7 GHz com turbo de 2,6 GHz, 3 MB de smart cache e seu envelope térmico é de apenas 17 watts (contra 35 watts de um chip móvel convencional).

 


Sua aceleradora gráfica é a nova Intel HD 4000 que, segundo a Intel, oferece o dobro de desempenho do seu antecessor — o Intel HD 3000, e que equipa Core ix de segunda geração Sandy Bridge:

 


Como o Windows 8 é um produto ainda muito novo no mercado, ainda não ajustamos as nossas metodologias, de modo que nesse post não iremos realizar nossa bateria regular de testes. Assim como no G480, ficamos devendo essa.
De fato, a única indicação de desempenho que temos (por enquanto) é o novo índice de desempenho do Windows 8. O Yoga bateu 4,6 pontos na sua nova escala de 1,0 até 9,9 pontos que, aparentemente, não é comparável com a escala do Windows 7, que vai de 1,0 até 7,9 pontos.

 


Observe porém, que esse índice toma como referência o menor resultado dos testes, o que ignora alguns resultados realmente interessantes,como o desempenho do disco rígido (7,7 pontos) e do processador (6,9 pontos).
Minhas conclusões:
Como já disse no início desse post, com a chegada do Windows 8, estamos diante de uma mudança tecnológica. O PC como conhecemos hoje está evoluindo para um novo padrão de formato e/ou modelo de uso que transcende o atual modelo, que utiliza teclado com mouse.
A partir desse ponto de vista, o Yoga se apresenta como um dos melhores equipamentos a chegar por aqui que permite tirar o máximo proveito do novo SO do pessoal de Redmond. E, o mais importante: sem perder seu compromisso com o passado e, principalmente, com suas aplicações legadas.
Conceitualmente falando, o Yoga impressiona pelo seu visual limpo e pela simplicidade do seu desenho, ao mesmo tempo que sua plataforma de hardware permite executar o Windows 8 com destreza e agilidade, respondendo rapidamente aos comandos do usuário e apresentando os resultados numa tela de excelente qualidade.
Mas, apesar disso, o Yoga tem algumas limitações, como o uso de um disco SSD de 128 GB (que pode parecer pouco para um consumidor já acostumado com discos de 350, 500 e até 750 GB, mesmo em PCs de linha), o número reduzido de portas USB (apenas duas) e a inexistência de uma porta de rede cabeada, um item que pode não ter tanta demanda quanto no passado, mas que ainda pode fazer falta em alguns casos. São coisas que fazem falta, mas que não interferem na sua experiência de uso, nem no seu desempenho final.
Se me perguntassem o que eu gostaria de ver no Yoga 2.0, eu teria duas sugestões: um teclado iluminado e botões alguns milímetros abaixo do nível do descanso de mãos do Yoga (minimizando o risco de danos).
Pelo preço sugerido de R$ 8.999, o Yoga não é um equipamento barato. Mas esse é o preço que se paga para ser um early adopter.

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